quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Condições de alojamento agradam inspectores

Lobito/Benguela - Os inspectores da Confederação Africana de Futebol manifestaram domingo, em Benguela, a sua satisfação pelas condições logísticas que as autoridades angolanas estão a criar para albergar o Campeonato Africano das Nações CAN que o país vai organizar em Janeiro próximo.

De acordo com o director executivo do Comité de Organização do Campeonato Africano das Nações COCAN, António Mangueira, a delegação dos inspectores da CAF liderada por Mohamed Raouraoua está satisfeita por ter constatado nas quatro cidades que albergarão a primeira fase do CAN, as condições dignas de alojamento quer para as selecções quer de outras individualidades.

António Mangueira disse que nas quatro sedes do CAN2010: Luanda, Benguela, Cabinda e Lubango, os inspectores constataram a existência de hotéis com capacidade e qualidade para alojar as delegações desportivas e dos dirigentes da CAF.

Para o responsável do COCAN a avaliação dos inspectores feita nesta quinta visita e última serviu para reconfirmar todos aspectos organizativos e capacidade das estruturas que acolherão as diversas delegações desde os aspectos desportivos (campos) e logístico que abrange hotéis, sistema de saúde e transportes.

No que tange ao sistema de saúde, de acordo com o engenheiro António Mangueira, os inspectores através do médico da CAF Mohamed Moola, constaram a existência de unidades de saúde credíveis capazes de prestar qualquer tipo de assistência.

Para além dos trabalhos de constatação da qualidade e capacidade dos hotéis ao nível das sedes do CAN de acordo com António Mangueira, os inspectores centralizaram as suas atenções, na evolução das obras dos estádios de apoio.

Fonte: Angola Press (www.portalangop.co.ao)

Novo aeroporto vai receber 10 milhões de passageiros por ano

Luanda - O novo aeroporto internacional de Luanda, cujo projecto foi aprovado esta quarta-feira (14.out.2009) pelo Conselho de Ministros, terá uma capacidade para atender 10 milhões de passageiros por ano e será equipado com 12 mangas de embarque e equipamentos aeronáuticos modernos.


O novo aeroporto internacional está a ser construído nas proximidades do município de Viana, a cerca de 40 quilómetros de Luanda, numa área de cerca de mil e 324 hectares.


O ministro dos Transportes, Augusto Tomás, disse aos jornalistas, após a reunião do Governo, que o projecto resulta de um “diagnóstico exaustivo” sobre a situação do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, cujas infra-estruturas estão “saturadas e localizadas entre a malha inter-urbana da cidade de Luanda, sem possibilidades de expansão”.


O aeroporto estará interligado à rede rodo ferroviária prevista para zona, tendo em conta o desenvolvimento de novas centralidades naquele perímetro.


Segundo o ministro, pretende-se também que o projecto sirva para a recepção, escala, distribuição de passageiros a nível das regiões da África Austral e Central, devido a posição estratégica do país.


Na reunião desta quarta-feira, o Governo aprovou ainda o projecto arquitectónico e urbanístico do Instituto Superior de Tecnologias de Informação e Comunicação.


As instalações servirão para a promoção e capacitação dos recursos humanos no domínio das telecomunicações e tecnologias de informação, para suporte do projecto Angosat e do espacial nacional.


O projecto arquitectónico integra, para além do Instituto Superior de Tecnologias de Informação e Comunicação, habitações para o corpo docente, instalações de internato e refeitório para o corpo discente.


Fonte: Portal Angop (www.portalangop.co.ao)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Angola corre risco de perder CAN’2010

A pesar de nada constar a propósito após as reuniões das distintas comissões da Confederação Africana de Futebol (CAF) no último fim-de-semana no Cairo (Egipto), segundo o comunicado oficial divulgado no seu site, a verdade é que Angola corre o risco de não organizar o CAN’2010, segundo deixou transparecer recentemente à mídia internacional o sul-africano Dany Jordaan.

Em declarações feitas em Joanesburgo (África do Sul), no passado dia 8 e citadas pelo matutino nigeriano Varguard, de grande circulação em Lagos, o dirigente sul-africano, que é presidente do comité organizador do «Mundial’2010», disse que o Comité Executivo (CE) da CAF iria discutir na reunião do passado fim-de-semana a possibilidade de Angola deixar de ser sede do próximo CAN.

Questionado sobre os insistentes rumores que circulam nos bastidores do «desporto-rei» africano segundo os quais a prova pode ser transferida para a África do Sul, Dany Jordaan disse apenas que «por enquanto nada há de concreto e esta é uma decisão que só deverá ser tomada quando o Comité executivo decidir se Angola está ou não em condições de organizar o evento». Fontes do Semanário Angolense no Cairo, contactadas esta sema-na por email, disseram que o CE está preocupadíssimo com a forma lenta e às vezes displicente como decorrem os preparativos para o CAN’2010.

Depois da reunião e, apesar da apresentação feita pelo director-adjunto do Comité Organizador do Campeonato Africano das Nações (COCAN), António Mangueira, persistem as dúvidas da maior parte dos membros da CE quanto à capacidade de Angola criar todas as condições para a realização de um CAN sem grandes problemas. É que, no Cairo, o segundo homem do COCAN falou, fez promessas mil e nada mostrou de tangível, como já é seu timbre, e isso deixou as pessoas desconfiadas, elas que esperavam pelo menos por um vídeo actual sobre o que está a ser feito. Por isso, nem mesmo o facto de se ter expressado correctamente em inglês e em francês convenceu a plateia.

Com isso, Angola perdeu a confiança da CAF, que antes estava super convencida de que era realmente possível que o nosso país criasse condições óptimas para a organização do CAN. De tal sorte que no CE apenas o presidente Issa Hayatou ainda tem algumas esperanças – poucas, mas as tem – de que o barco vai acostar a bom porto. Todos os restantes membros já se mostram aberta ou veladamente contra a realização do CAN em Angola. No Comité Executivo, o argelino Mohamed Raouraoua é dos que se opõe claramente à disputa do CAN em terras angolanas por entender que a realização da prova está praticamente comprometida.

Nesta «cruzada», é secundado pelo mauriciano Sekutu Patel, este um pouco mais moderado nas suas posições do que o primeiro. Como se sabe, ambos estiveram nas três missões de inspecção da CAF que vieram ao nosso país aferir o grau de cumprimento do caderno de encargos para a organização do CAN. Isso é preocupante, na medida em que Sekutu Patel é o presidente do Conselho das Federações de Futebol da África Austral (COSAFA), organismo regional onde Angola está inserida.

Em condições normais, o «número 1» dessa organização regional deveria defender o seu filiado, o que não aconteceu. Para bom entendedor… Profundamente desiludida com Angola – isto é algo que não foi dito à delegação presente no Cairo por razões éticas – a supra-estrutu-ra da CAF tem no alojamento para turistas uma das suas principais preocupações, tendo em atenção que para as delegações participantes, oficiais da CAF e jornalistas o assunto parece arrumado, segundo promessas do COCAN.

Os oficiais da CAF estão desapontados nomeadamente com a promessa do COCAN segundo a qual iriam ser construídos 23 novos hotéis nas cidades que vão acolher a prova e não as pensõezinhas – de qualidade duvidosa e a preços absurdamente altos – que amiúde são apresentadas como alternativas para suprir a carência de hospedagem. Este capítulo em particular agasta profundamente as gentes da CAF, que nos últimos anos registaram com satisfação a subida do número de torcedores estrangeiros – principalmente de países vizinhos da sede –, algo que pode vir a baixar substancialmente por conta desses problemas.